Não sei se existe um destino, se alguém o fia, enrola, corta.
Nos dedos de uma fiandeira, provavelmente a linha da vida de Matilde seria de fibra melhor que a minha, e mais extensa. Mas muitas vezes uma vida para no meio do caminho, não por ser a linha curta, e sim tortuosa. Depois que me deixou, nem posso imaginar quantas aflições Matilde teve em sua existência.
Sei que a minha se alongou além do suportável, como linha que se esgarça.
Sem Matilde, eu andava por aí chorando alto (...). Era como se a cada passo eu me rasgasse um pouco, porque minha pele tinha ficado presa naquela mulher."

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