quarta-feira, 30 de março de 2011
Não estou triste.
Por mas que eu me passe litros de hidratantes, me besunte com óleos de amêndoas doces, salgadas, com pimenta rosa, alecrim e outros afins... continuo com a pele seca.
Meu marido me disse na madrugada de ontem o seguinte... "Sabe aMor, não tem haver com qualidade dos hidratantes, é seu coração ainda tão machucado pela perda da nossa menina que secou a pele, enfeiou o cabelo... tirou a cor dos teus dias, a natura não tem nada haver com isso."
Que doído saber que é este o motivo... a dor de perder um filho.
Tudo em mim tá ruim, meu corpo só externa a secura que está meu coração sem ela. Todo dia acordo com a sensação de que esqueci algo, que falta algo que eu não sei bem o que é... mais eu sei o que é, doloridamente eu sei o que é.
Eu não estou triste, sou e sempre serei uma lutadora por excelência, nasci assim, brilhante, colorida... mais jamais serei como antes, jamais esquecerei tudo o que aconteceu.
Hoje está tão nublado aqui em Belém, dia com cara de cama, de aconchego... quem sabe se eu me permitir seguir mas livre dessa dor, minha pele melhore... quem sabe.
domingo, 27 de março de 2011
Verdade!
"Não digo que eu sou mau, mas digo que tome cuidado.
Sou de uma raça indomável, que se movimenta rápido, o tipo de criatura que deixa um rastro de ânsia quando passa.
Já não digo mais mentiras porque perdi a imaginação mas não há nada que seja confiável nas minhas verdades."
Efraim Medina Reyes, in Era uma vez o amor mas tive que matá...-lo
sexta-feira, 25 de março de 2011
Ainda não aprendeste?
"Estou atrás do que fica atrás do pensamento. Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo."
quarta-feira, 23 de março de 2011
Ela começou a travessia do abismo... Avançar é desatino, recuar é a queda.
"Ela começou a travessia do abismo e se acha naquela posição onde avançar é desatino, recuar é a queda. Eu sou o abismo. (...) Todo o meu nefasto fascínio sobre ela consiste em que eu sou o que ela não sabe que é. Imagem inflamada e dolorida que ela pretendeu ter extirpado.
Ela me abomina, porque eu lhe aponto o que ela riscou do itinerário. Riscou sem ter apagado, pois a marca do fogo, ao se extinguir, não devolve a cicatriz. As cicatrizes desenham o mapa que ela não seguiu, virando as costas para o seu incêndio.
Preferiu outras crateras, desenhou outras ruínas. A recusa dos próprios perigos é um desvio que retarda a culpa, sem anular o sorvedouro.
Ninguém escapa do mais profundo.
(...) Eu sou o fundo.
Sou o perigo sem aventura."
terça-feira, 22 de março de 2011
Meus pensamentos ainda são tão teus minha filhinha, minha Flor.
Não sei se existe um destino, se alguém o fia, enrola, corta.
Nos dedos de uma fiandeira, provavelmente a linha da vida de Matilde seria de fibra melhor que a minha, e mais extensa. Mas muitas vezes uma vida para no meio do caminho, não por ser a linha curta, e sim tortuosa. Depois que me deixou, nem posso imaginar quantas aflições Matilde teve em sua existência.
Sei que a minha se alongou além do suportável, como linha que se esgarça.
Sem Matilde, eu andava por aí chorando alto (...). Era como se a cada passo eu me rasgasse um pouco, porque minha pele tinha ficado presa naquela mulher."
Chico Buarque, in Leite Derramado
Nos dedos de uma fiandeira, provavelmente a linha da vida de Matilde seria de fibra melhor que a minha, e mais extensa. Mas muitas vezes uma vida para no meio do caminho, não por ser a linha curta, e sim tortuosa. Depois que me deixou, nem posso imaginar quantas aflições Matilde teve em sua existência.
Sei que a minha se alongou além do suportável, como linha que se esgarça.
Sem Matilde, eu andava por aí chorando alto (...). Era como se a cada passo eu me rasgasse um pouco, porque minha pele tinha ficado presa naquela mulher."
Chico Buarque, in Leite Derramado
sexta-feira, 18 de março de 2011
Abençoa meu bom Deus meus loucos amigos bebedores de bons vinhos...Amém.
Mon Dieu...
Donnez moi la santé pour longtemps
De l'amour de temps en temps
Du boulot, pas trop souvent
Mais du bordeaux tout les temps.
segunda-feira, 14 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
É só isso que me traz um pouco de alívio nessa vida maluca...saber-me curada sempre.
Há tanta coisa que amei sem entender.
Acho que amo para não explicar.(...)Eu me sinto difícil, um texto difícil; eu me sinto burro quando me leio.
Cada vez mais burro.
É a voracidade da minha letra.
Eu sou embaralhado de desejos; os desejos são dúvidas que o corpo responde e não explica.
Eu sou mais o desaforo do que o elogio."
Fabrício Carpinejar, in O Amor Esquece de Começar
Acho que amo para não explicar.(...)Eu me sinto difícil, um texto difícil; eu me sinto burro quando me leio.
Cada vez mais burro.
É a voracidade da minha letra.
Eu sou embaralhado de desejos; os desejos são dúvidas que o corpo responde e não explica.
Eu sou mais o desaforo do que o elogio."
Fabrício Carpinejar, in O Amor Esquece de Começar
segunda-feira, 7 de março de 2011
sexta-feira, 4 de março de 2011
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