sábado, 26 de fevereiro de 2011
...
"Quisera descansar meu peito como se houvesse outra vida em mim. Saber-me dona do meu tempo, repousada e calma na inspiração.
Quisera encontrar abrigo numa paz maciça de esquecimentos. E que o dia não terminasse abrupto na eternidade do melhor momento.
Mas há que se dizer de fases em que algumas frases vêm anoitecidas. E a força foge ao controle e a tristeza invade um bocado da vida.
E o choro não resolve nada, nem nos desvencilha desse mar de dor. Se o peito de engasgado cala, quem será a voz a me falar de amor?
Mas há que se dizer também que nunca uma frase dói a fase inteira.
Palavra também amanhece e o pensamento tem que acordar junto.
Por isso que o choro seca, que ao amor há entrega porque finda o luto.
Descubro que em tempos de guerra o peito se cala, mas na poesia nunca fica mudo."
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O nada.
"Conforto meus pensamentos sobre o cobertor antigo.
Aceito o que vier, porque do que vem não sei mais fugir.
Sonho mesmo é com o dia em que meu maior desejo será anunciado como milagre, como oração, como cantiga de infância.
Daí, vou pra roda no quintal, vestida num velho tempo...
Cabelo solto, bochechas vermelhas, suor fresco... faltando o ar.
Feliz apenas por viver e não entender de outras coisas."
Aceito o que vier, porque do que vem não sei mais fugir.
Sonho mesmo é com o dia em que meu maior desejo será anunciado como milagre, como oração, como cantiga de infância.
Daí, vou pra roda no quintal, vestida num velho tempo...
Cabelo solto, bochechas vermelhas, suor fresco... faltando o ar.
Feliz apenas por viver e não entender de outras coisas."
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Dias e noites.
Como suspira a corça pela corrente das aguas, assim, por ti, ó Deus suspira minha alma.
A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando irei e me verei perante a face de Deus?
As minhas lágrimas tem sido meu alimento dia e noite, enquanto me dizem continuamente;
O teu Deus, onde está?
(Sl 42.1,4)
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Estão nublados os dias.
As vezes faço de conta minha Maria... minha Flor, que você está só deitada dormindo na palma transparente da mão de Deus e logo logo vai acordar e voltar pra mim e pro seu pai... as vezes faço de conta.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Filha.
"Não existe pátria para quem desespera e, quanto a mim, sei que o mar me precede e me segue, e minha loucura está sempre pronta.
Aqueles que se amam e são separados podem viver sua dor, mas isso não é desespero: eles sabem que o amor existe.
Eis porque sofro, de olhos secos, este exílio.
Espero ainda.
Um dia chega, enfim..."
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
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