sábado, 26 de fevereiro de 2011
...
"Quisera descansar meu peito como se houvesse outra vida em mim. Saber-me dona do meu tempo, repousada e calma na inspiração.
Quisera encontrar abrigo numa paz maciça de esquecimentos. E que o dia não terminasse abrupto na eternidade do melhor momento.
Mas há que se dizer de fases em que algumas frases vêm anoitecidas. E a força foge ao controle e a tristeza invade um bocado da vida.
E o choro não resolve nada, nem nos desvencilha desse mar de dor. Se o peito de engasgado cala, quem será a voz a me falar de amor?
Mas há que se dizer também que nunca uma frase dói a fase inteira.
Palavra também amanhece e o pensamento tem que acordar junto.
Por isso que o choro seca, que ao amor há entrega porque finda o luto.
Descubro que em tempos de guerra o peito se cala, mas na poesia nunca fica mudo."
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário